Chan Chu, o Sapo da Fortuna

por | jul 17, 2016 | Feng Shui

Chan Chu, o Sapo da Fortuna

Muitas pessoas me pediram esclarecimentos sobre a lenda chinesa do Chan Chu, o Sapo da Fortuna. Dessa forma, decidi publicar aqui a versão mais completa da história. Espero que possa esclarecer.
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A lenda do Yin Yang
Chang-O era irmã do Espírito das Águas e casada com o arqueiro Shen-I. Shen-I recebeu dos deuses o elixir da imortalidade mas, para o merecer, teria de passar algumas provas. Partiu na sua missão, deixando o elixir em casa com Chang-O. Certa noite, a esposa foi atraída pelo brilho do elixir e, sem pensar, pegou nele e tomou-o. Sentiu de imediato que podia dobrar todas as leis da natureza e uma leveza maravilhosa como se tivesse asas. Nisto, chega Shen-I e vê que o elixir tinha desaparecido. Ao perguntar a Chang-O o que acontecera, esta toma consciência do sucedido e fica apavorada – abre uma janela e foge, voando na direcção da Lua. Shen-I ainda partiu em perseguição da esposa mas já era tarde, Chang-O já ia muito longe e cada vez mais perto da Lua. A dada altura chegou tão perto da Lua que o frio a fez travar. Ficou indisposta com tudo aquilo e acabou por cuspir parte do elixir, porém ficou para sempre imortal. Os deuses, ao verem tudo isto, decidiram recompensar Shen-I pela sua persistência. Recolheram a parte do elixir da imortalidade que Chang-O tinha rejeitado e deram-na a Shen-I. Depois transformaram-no no Espírito do Sol e, quanto a Chang-O, ficou sendo o Espírito da Lua. Para que Chang-O e Shen-I pudessem matar as saudades um do outro, os deuses determinaram que em algumas ocasiões especiais eles se poderiam encontrar e celebrar o seu Amor (os eclipses). Foi este o início de Yin e Yang que, a partir desse dia, passaram a ser as duas metades do Uno, em constante movimento e fazendo parte da essência de todas as coisas.
Símbolo lunar e de dinheiro
O seguimento da lenda conta que os deuses deram uma silhueta de sapo a Chang-O, como castigo pelo seu atrevimento (as manchas lunares). O Sapo, com todas as suas características aquáticas é, por excelência, um animal lunar, pelo que não é de estranhar esta associação. Conta-se ainda que, corroída pela melancolia da separação, Chang-O se tornou gananciosa e avarenta, buscando para si o brilho do ouro que lhe lembrava o esposo distante. Assim, diz a sabedoria do povo que onde quer que apareça o Sapo de Três Pernas (a Lua Tríplice) terá a seus pés muitas pilhas de dinheiro e riquezas.
Proteção do lar e dos bens materiais
A natureza da Lua é devotada ao interior e à família, pelo que se torna fácil compreender porque é que o Sapo da Fortuna também é tido como poderoso amuleto de proteção. Segundo a tradição, a sua presença não só atrai prosperidade para dentro de casa, como também a mantém e protege de eventuais perigos. Mesmo no Ocidente onde, por vezes, se desconhece a riqueza simbólica desta figura, o Sapo da Fortuna é muito utilizado como portador de boa sorte, saúde e fortuna.
Representação tradicional
O Sapo da Fortuna pode ser feito de qualquer material, porém os mais comuns são o metal dourado e a madeira vermelha de sândalo. O Sapo é representado sentado sobre uma pilha de moedas ou lingotes e a segurar uma moeda chinesa na boca. A terceira perna surge a partir das costas, formando uma pequena cauda que termina numa garra. Muitas vezes possui 7 marcas nas costas que simbolizam as sete estrelas da Ursa Maior, portanto, o Norte, a Terra e o conceito de materialização. Também é frequente ter cravações de pedras preciosas nos olhos, nas marcas das estrelas e/ou no orifício da moeda.
Utilização
O Sapo da Fortuna pode ser posicionado de diversas formas, segundo o Feng Shui da casa e em função dos vários aspectos que se deseje ver favorecidos. Geralmente são colocados mais moedas em volta dele e, se as condições o permitirem, são queimados incensos como oferenda e agradecimento. Podem ser usados aos pares, um de cada lado da porta da entrada. Podem ainda ser usados em grupos de três, seis ou nove, espalhados harmoniosamente pela casa e jardim, como se estivessem a saltitar por todo o espaço, de modo a atrair uma chuva de abundância.

Chan Chu
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