Diante de tanta turbulência política, perto das novas eleições é comum perceber um furor de opiniões e divergências ideológicas. Muitas delas, infundadas e ilusórias. Precisamos possuir a mesma forma de pensar? Claro que não. A diversidade é fundamental para a manutenção da vida. Entretanto, fanatismo nunca foi um bem.

Sala de aula do Colegiado dos Filhos da Luz. O professor olha os alunos com ar de maroto e fala:

“O que é bem é bem, o que é mal é mal”. “O que é bom é bom, o que é ruim é ruim”.

Não tem como discordar desta conclusão, que à primeira vista parece superficial e irrelevante, como se nunca nos confundíssemos sobre o que faz bem e o que faz mal. Será?

Você não faz mal pensando que é bem? Quantas coisas/situações você “aguentou” porque “precisava”? Mal é mal. Não tem como ser bom. O mal para cada pessoa é individual. Não existe um mal ou um bem universal. O que existe é o que é funcional e o que não é funcional. Para uma pessoa uma situação pode ser boa, e a mesma situação para outra pessoa pode ser ruim. Mal e bem é único para cada um. Precisamos aprender a sentir e entender o que funciona para gente e o que não funciona. Nada é estático no universo.

Deixar sentir é experimentar as situações e momentos. Não precisamos barrar o que não conhecemos. Isso é uma falsa segurança. O desconhecido sempre assusta, pois não sabemos o que iremos encontrar. Entretanto, para que o desconhecido se torne um conhecido, basta a coragem de entender ou encarar a situação.

Porque tanta resistência em conhecer o novo, e entender o outro lado antes de comentar ou atacar? Você já parou para analisar quanta coisa é acionada no “automático” e pode ser fruto de uma hipnose cultural? A sua opinião é única, pois é sua. Você não precisa concordar com tudo. Seria antinatural fazer isso. Mas porque tanto medo do desconhecido? O desconhecido só amedronta quando está longe e não o vivenciamos ainda. Após você conhecer algo, não é mais desconhecido. E nesse momento sim, você conseguirá avaliar a situação e se for preciso dar um parecer sobre o assunto você o fará com base na sua experiência.

Imaginação é ilusória. Fica na cabeça. Não é real. Após vivenciar um fato, estudar ele, é que podemos concluir algo a respeito.

A ignorância não é ruim, podemos usá-la para retirar da nossa realidade assuntos que não queremos envolvimento. Ignorância consciente é muito bom. Ignorância arrogante é péssimo. Ignorar um assunto por achar que sabe tudo sobre aquilo sem nem conhecer, entender ou mesmo ver do que se fala é arrogância pura. Isso causa um sentimento muito ruim. E lembre-se das palavras do mestre “o que é ruim, é ruim”.

Deixo agora a oportunidade de reflexão sobre o quais situações agimos nessa ignorância arrogante, que ilusoriamente protege de um desconhecido que não estamos dispostos a entender. Em quais assuntos você faz esse “papelão”? Vamos juntas, agora, refletir e corrigir o que não é mais funcional na nossa vida, para trazer o funcional no lugar.

Desejo boa reflexão!

 

Este texto foi inspirado na reportagem sobre as novas terapias que o SUS está disponibilizando. Se você não assistiu, clique aqui e veja a postagem no Facebook.

error: